sábado, 23 de novembro de 2013

Capitulo 14

Recebo uma visita um pouco desagradável
Para quem me conhece, é de costume me sentir confusa, mas aquilo que eu acabara de testemunhar é muito para eu raciocinar, então, vamos ver se eu entendi, Eu estava à beira da morte, com zumbis prestes a comer meu cérebro quando surge um velho que me salva, Ok. Depois esse velho começa dizer que é o Wilbert Smith que descobriu como parar de envelhecer, ta. Em seguida, magicamente, esse mesmo senhor sabe mais do que aconteceu comigo até agora, do que eu mesma. Ai depois ele me mostra onde guardou o antídoto e morre na minha frente. Isso realmente não faz sentido. Talvez a fome, a sede, o sono tenham-me feito imaginar tudo aquilo.
 Mas meus pensamentos foram interrompidos, monstros lá fora começaram a bater na porta com mais força, rugiam, estavam famintos. Eu cheguei até aqui, não vou desistir agora, eu tenho que terminar isso.
´´ Vamos Ellen, se concentre. ´´ Falei comigo mesma. ´´ O que Joe faria?´´
Corri até a mesa, ignorando o fato de que havia um velho morto um uma cama ao lado, abri a caixa branca, dentro tinha um frasco de 15 centímetros, coloquei com cuidado na mochila. Antes mesmo que eu pudesse pensar no que fazer,  a porta principal foi arrombada. Um deles apenas entrou, o mesmo entrou e fechou a porta novamente com força. Por um momento me senti aliviada, era apenas um, eu já fiz isso antes, poderia muito bem fazer de novo, uma ou duas facadas na cabeça, nada a mais que isso. A criatura me olhava como uma deliciosa refeição. Coloquei os dedos sobre a faca no meu bolso (a qual eu só me lembrei que tinha a alguns minutos atrás) mas o que eu vi me fez hesitar, fiquei perplexa, boquiaberta e de repente senti um nó se formar em meu estômago.
— Grey?
Era ele. Sim, realmente era ele. Meus joelhos ameaçaram ceder, mas eu estava paralisada. Tinha os mesmos traços, sua pele estava esverdeada, seus olhos estavam castanhos com leves tons de verde, ele suava, não tinha mais expressões, mas era o mesmo.
— Greyson, por favor, saia daqui... — Implorei deixando algumas lágrimas cairem.
Não sei por que tentei, ele não me deu ouvidos e avançou em minha direção. Senti raiva, tinha um velho morto ali do lado, totalmente indefeso e o maldito investiu justo em minha direção!
Me abaixei sob uma mesa, mas a Greyson fez a mesa voar, se chocando com a parede, corri para o outro canto da sala, e encostei da parede, Greyson corria por cima das mesas, derrubando tudo pela frente. Ele mirou um murro em meu rosto mas eu me abaixei, e ele esmurrou a parede.
— Pare, por favor. — Supliquei caindo de joelhos, eu estava esgotada.
Ele ignorando me pegou pelo pescoço e me ergueu até meus pés não tocarem mais o chão. Olhei no fundo de seus olhos, procurando algo que me fizesse lembrar de quem ele era, mas não encontrei. Não conseguia respirar, minha vista foi se escurecendo aos poucos, eu não tinha escola, tirei uma faca do bolso e a cravei na cabeça daquela criatura.
Ele me largou e caiu de costas. Senti meu mundo desabar, eu o matei, matei a única coisa que se importava realmente comigo, matei meu melhor amigo, matei aquele que morreria por mim....
— Você não me deu escolha... — Sussurrei em lágrimas, ajoelhada ao lado do corpo. — VOCÊ NÃO ME DEU ESCOLHA!
Minhas lágrimas tomaram meu rosto, senti um nó se formando no meu estomago, creio que se eu tivesse comigo alguma coisa, eu teria vomitado. A tentação de pegar aquela mesma faca e cravá-la em mim mesma estava me tomando, mas eu não poderia fazer isso. A verdade é que eu não tinha mais motivo para continuar, ele estava morto, Greyson Chance estava morto.
 — Me perdoe... — Sussurrei encostando minha mão em seu rosto frio. — Meu perdoe, Grey... Eu... Eu te amo... Para sempre...


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